Eu escrevo para provocar reflexão
Minhas primeiras linhas já carregam peso, pergunta e verdade. Eu não escrevo para enfeitar, eu escrevo para tocar onde precisa.
Manifesto
Eu faço do trap um campo de tensão entre o peso da cidade, a vulnerabilidade humana e a busca por paz interior. Minha música nasce como resposta crua, direta e sem filtro, mas nunca vazia. É assim que eu transformo dor em visão, experiência em texto e sobrevivência em identidade.
Minha história
Em 19 de setembro de 2020, meu mundo virou de cabeça para baixo. Sem apoio da família, em meio a uma pandemia e desempregado, me vi com o desafio mais importante da minha vida: criar meu filho sozinho. Deixei Piabetá e voltei para o Vidigal com a cara, a coragem e a necessidade urgente de dar um futuro para ele.
Até ali, eu sabia o que era trabalhar duro, mas não sabia o que era cuidar de uma criança 24 horas por dia. O pânico veio, as crises de ansiedade bateram forte. Enfrentei a mente sem atalhos: por ser o único suporte do meu filho, não podia me dar ao luxo de fraquejar ou ceder ao cansaço. A saída foi encarar a tempestade de frente.
Orientado a colocar no papel tudo o que pesava no peito para aliviar a carga, descobri no meio do caos a minha maior vocação: a composição. O que começou como desabafo virou arte. Transformei cada dor, cada noite em claro e cada vitória em letra e melodia.
Hoje, canto sem rótulos ou barreiras de gênero musical, porque a vida não se limita a um estilo só. Minhas músicas não são apenas canções; são a prova viva de que é possível se reerguer. E se a minha história conseguir dar força para pelo menos se for uma pessoa no mundo continuar lutando e não desistir da vida, cada verso já valeu a pena.
“A dor não é o fim da linha, para mim ela é matéria-prima de transformação.”
“Eu escrevo em linha reta, sem filtro e direto da alma.”
“Minha música nasce para ressignificar a dor e transformar cicatriz em visão.”
“A paz é o troféu que eu escolhi buscar.”
Minhas primeiras linhas já carregam peso, pergunta e verdade. Eu não escrevo para enfeitar, eu escrevo para tocar onde precisa.
Meu universo visual e sonoro nasce da rua, dos muros, da noite, dos grafites e do atrito direto com a realidade.
Para mim, a dor nunca é ponto final. Ela vira matéria-prima, processo e motor de evolução.